Uma utopia ou realidade - Relacoes de conflito e amizade entre Brasil e Argentina na America do Sul

Cada um defende com vigor a sua doutrina, todas elas America e representando nada menos entre sete seitas. Durante um culto celebrado no dia da Pentecostal deo pastor Richer provoca um escândalo. Literalmente, uma senhora bagunça. Vinho tinto ou branco? Cena inesquecível essa Ceia! É difícil imaginar o que os índios acharam dessa briga ligada à eucaristia. Relacoes reagiram de acordo com a própria lógica quando receberam pela primeira vez o santo Argentina ao ingerir a hóstia que era o corpo mesmo do Deus Brasil Poderoso: Uma a eucaristia lhes lembrava um ritual muito concorrido: As mulheres utopia as entranhas e, Sul além dessas vísceras comeram as partes vergonhosas, as crianças que amamentavam, por sua vez, foram lavadas no sangue da vítima.

Que Deus Tenha a sua alma. Que Deus realidade perdoe! Aproveitando a conflito do exílio, sentia-se livre de se encantar com a abundância natural desse Novo Amizade e de seguir um outro caminho nas suas relações com os tupis. Mas o descontentamento cresce entre os trugimoes dedicados ao comércio — proibido por Villegagnon — de crianças índias capturadas durante os ataques às aldeias de tribos inimigas. Os pedidos de reforços feitos constantemente ao rei de França e ao almirante De Coligny ficaram todos sem resposta.

A utopia tropical agoniza. Alistado na hora no exército católico na guerra contra os protestantes liderados por seu antigo aliado Gaspard de Coligny, Villegagnon nunca mais voltara ao Brasil. A incapacidade demonstrada pelo governador-geral Duarte da Costa em expulsar os invasores franceses das terras brasileiras teve um preço a ser pago. Em 15 de março desexta-feira, teve início o combate. Os franceses, interessados no enfraquecimento da presença portuguesa no Brasil, davam apoio e incentivavam a luta.

No Rio de Janeiro os franceses conquistaram a simpatia dos temíveis tamoios, índios belicosos liderados pelos caciques Cunhambebe e Aimberê, donos das terras que iam da baía de Guanabara aos limites de Paraty, incluindo a Ilha Grande em Angra dos Reis.

Para alguns utopistas, trata-se de restablecer o homem na sua integridade e em perfeita harmonia com a natureza. Três anos antes da chegada de Villegagnon no Brasil, emo frade dominicano Bartolomeu Las Casas publicou a Brevissima relación de la destruyción de las Indias escrita em e deu início, na Espanha e na Europa, a um debate sobre a responsabilidade dos conquistadores no desaparecimento de 24 milhões de índios na primeira metade do século XVI somente no México, nos doze anos que se seguiram à entrada de Cortés, morreram 4 milhões.

Um olhar sobre si mesmo e sobre o outro, invertido no espelho. As obras desses viajantes a respeito da vida dos índios nas terras da América portuguesa frisavam a felicidade dos habitantes e a ausência da propriedade privada.

Muitos outros relatos de viajantes foram escritos ou traduzidos para o francês e ajudaram a propagar o mito da "idade de ouro da humanidade". Na França, a lenda do bom selvagem encontra-se em Montaigne e Ronsard, e mais tarde Rousseau. Na Holanda, algo dela subsiste em Erasmo.

Na Espanha, com a famosa obra de Miguel de Cervantes, o mito aparece nas palavras proferidas por D.

Provavelmente foi Montaigne o mais importante difusor do mito ou da utopia do Bom selvagem. De fato, Montaigne foi o primeiro a introduzir na literatura francesa a idéia do homem naturalmente bom, considerando os índios superiores aos invasores europeus, atribuindo-lhes grandes doses de bondade, lealdade, franqueza, liberalidade, coragem, firmeza e boa fé. Como percebemos, as primeiras décadas do séc.

Sem falar de Rafael e Michel Angelo, todos contemporâneos de Villegagnon. Fazem parte da iconografia utopista que tomou como referência o paraíso perdido e reencontrado.

Dürer e Burgkmair, assim como Theodor de Bry e outros grandes artistas dessa época, jamais viajaram no alem mar nem viram um nativo brasileiro. Esses "americanos", porém, começaram desde muito cedo a chegar à Europa, levados por colonizadores e marinheiros.

Assim é que habitantes da Terra Nova foram levados para Portugal em e para a Inglaterra em ; astecas visitaram à força a Espanha em ; sabe-se de um índio brasileiro na Inglaterra em e de outro — o célebre Essomeriq — na França no mesmo ano; hurões foram trazidos para este mesmo país em e uns 50 índios brasileiros participaram, emda entrada de Henrique II em Rouen; sem falar daqueles levados em à França para ali serem batizados. Para enriquecer esta mística utópica, contribuíam a beleza da natureza e o ameríndio, o homem do novo mundo.

Essa realidade pode ser ilustrada por Dugay-Trouin, outra figura importante e muitas vezes esquecida na história do Rio de Janeiro. Ele represente mesmo o melhor exemplo da historia entre os dois pais esse René Duguay-Trouin, um dos mais audazes personagens de seu tempo, que chegou ao Brasil numa esquadra de 18 navios, com quase seis mil homens e canhões, para saquear o ouro que era embarcado no Rio de Janeiro e seguia para Portugal.

Executou o plano com sucesso e tomou a cidade como refém durante cinqüenta dias, enquanto aguardava o pagamento do resgate para devolvê-la a seus habitantes, depois de encher os navios com o ouro carioca para partir, deixando-a dilapidada.

Com a marinha agonizante, atacar o Rio seria uma maneira de eliminar os inimigos da França aos poucos, pelas beiradas, longe do seu poderio militar. Mas o malogro da França Equinocialrepetindo a experiência francesa no Rio de Janeiro, fez com que a Coroa francesa concentrasse seu empreendimento no norte. Assim, e desde a descoberta do extremo norte brasileiro, Franceses e brasileiros brigaram pelo domínio das terras acima do rio Amazonas.

Joaquim Nabuco, indicado representante do Brasil, escreveu uma defesa monumental. Nela se encontram os fundamentos estratégicos da política externa atual, que busca definir o lugar do Brasil num continente submetido à influência hegemônica dos Estados Unidos.

Postado por Criaturadomundo-Sami às Líder da Revolta da Chibata é anistiado 98 anos de Comunidade CIS parte 03 Para refletir um pouco E a chuva levou Falou e disse parte 02 Ingressos esgotados!!! A farsa da legitimidade. Relaxando no fim de semana Parte 02 José de Anchieta: Do papel do historiador. Hume, da cultura inglesa, ou melhor, que seria luminar da intelectualidade britânica.

Porque na realidade em sua época era bastante questionado e especialmente sofria com o preconceito por ser escocês. Esse temperamento fez com que no período que viveu na França estebelecesse muitos laços com a intelectualidade francesa, fizesse muitos amigos. No fim, Hume era mais respeitado em Paris do que em Londres. E na baggem levou Jean-Jacques Rousseau. Na verdade se ofereceu para ajudar Rousseau que estava mais uma vez fugindo por causa dos amigos comuns que mantinham.

O principal inimigo de Rousseau era Voltaire, em todos os problemas e percalços via o dedo de Voltaire.

E Hume entra em pânico com medo do que Rousseau pode escrever sobre ele. O livro tem um viés pró-Rousseau no conflito. Do ângulo de Hume, o livro poderia chamar-se "O cachorro do Rousseau". Agora o que tem a ver o título com o livro? Uma das causas da briga com Hume estava relacionado a uma mentira que foi contada para Rousseau para que ele aceitasse que um coche levasse a sua mudança de Londres para o interior onde ele iria morar.

Mas de fato foi alugado. A verdade sempre deve ser proclamada.

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